Liziane Bayer traz discussão sobre adoção em audiência pública na Câmara


O Brasil possui, aproximadamente, nove mil crianças a espera de adoção e mais de 43 mil famílias que desejam adotar. “É preciso conhecer o sistema, seus resultados e, principalmente, o que ainda precisa ser aperfeiçoado para que o encontro entre crianças, adolescentes e as famílias sejam mais céleres e bem-sucedidos”, disse a deputada federal Liziane Bayer (PSB-RS), autora do requerimento pela audiência pública sobre o Cadastro Nacional de Adoção. O debate foi realizado em conjunto com as Comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público e Seguridade Social e Família.

O número de crianças inscritas para adoção no Brasil no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) é bem menor do que os interessados em adotar. “Enquanto a maioria dos adotantes buscam filhos pequenos, em geral até no máximo quatro anos de idade, a grande maioria das crianças aptas à adoção têm entre 6 e 17 anos”, afirmou a socialista.

O representante da Associação Nacional de Grupos de Apoio a Adoção, Hugo Damasceno Teles, lembrou que a burocracia é essencial por se tratar de crianças e famílias. “Eu e minha esposa adotamos duas crianças, nos habilitamos no início de 2007 e em um ano veio a sentença. Depois passamos por uma análise da nossa vida. Em 2012 fomos chamados, mas abrimos a possibilidade para crianças negras e mais velhas”, destacou.

Hugo garante que o problema está em a grande maioria querer crianças até três anos de idade. “Por isso o cadastro não chega a ser uma fila, pois depende do perfil que a família elenca”, completou.

O Cadastro Nacional de Adoção cataloga a quantidade de famílias interessadas e as crianças e adolescentes que aguardam adoção. “Quando eu registro um bebê eu terei cerca de 500 famílias dispostas. Quando eu registro um grupo de irmãos, eu não vou encontrar nenhuma família. Então eu passo para a busca ativa, onde consultamos as famílias e a sensibilizamos”, exemplificou a representante da Vara da Infância e Juventude, Andrea de Paula.

Segundo ela, é preciso uma mudança cultural para entender que adoção é diferente de uma gestação biológica e que o processo jurídico existe para beneficiar a criança e não o adulto. “É preciso fazer a colocação de uma criança em um ambiente protetivo. Estamos batalhando muito nessa conscientização em relação as adoções necessárias, pois não podemos permitir que somente crianças pequenas sejam adotadas”, encerrou.

Liziane Bayer enfatizou a importância do debate e sobre a sua responsabilidade com a pauta da família e da criança. “Nós sabemos dos entraves da adoção e é preciso colaborar com um tema tão importante para nossas crianças brasileiras." 




Texto: Site PSB na Câmara

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